João Pedro Roriz

Livro constrói visão filosófica da adolescência

JOÃO PEDRO RORIZ LANÇA OBRA JUVENIL "O MISTÉRIO DAS QUATRO ESTAÇÕES" PELA EDITORA GAÚCHA BESOURO BOX

 

 

A editora gaúcha BesouroBox lança em agosto de 2016 o livro juvenil “O Mistério das quatro estações”, do escritor carioca João Pedro Roriz. A obra promete emocionar o jovem leitor e abordar com leveza poética temas complexos como drogas, bullying, AIDS e sexualidade tornando-se assim valiosa ferramenta paradidática.

 

A obra conta a história de Binho, um escritor, portador de vitiligo, que finalmente reúne as forças necessárias para contar um mistério sobre sua adolescência. O leitor é remetido ao ano de 1985, quando o narrador tinha apenas 15 anos.   

 

“Rumar na incerteza sempre foi o meu esporte favorito. Enquanto meus amigos buscavam conquistar resultados em jogos cheios de normas, regras e objetivos, eu gostava da anarquia das dúvidas ocasionada por leituras diárias, seja durante as manhãs entediantes de serração, durante as noites horripilantes de silêncio ou nas tardes escaldantes de calor”.

 

A vida de Binho é abalada profundamente quando seu amigo de infância Conrado desencarna vítima de câncer e deixa para Binho uma caixa de madeira com um enigma que promete revelar segredos sobre o passado e mudar a visão do protagonista sobre o mundo.

 

O escritor João Pedro Roriz utiliza a função poética na descrição dos cenários e das personagens que cercam o protagonista. A obra é emocionante do começo ao fim e possui assertivas filosóficas sobre a adolescência.

 

“Uma cortina fina de seda me separava da infância. Através dela, conseguia avistar a dimensão oposta, onde o sol prevalecia em quase todos os períodos do ano. A faceirice de minhas emoções contrastava com a racionalidade disfarçada de Conrado. Minha palavra de ordem era “ser”, enquanto a dele era “existir”. Ele comia a melancia, eu plantava as sementes. Ele observava as abelhas, eu as estudava. Seus brinquedos eram intocáveis, os meus estavam sempre desmontados. Apesar do paradoxo de nossas aptidões, nossas ações conjuntas eram tão bem articuladas que nossa amizade se firmava no campo meticuloso da semântica como um dos melhores exemplos de pleonasmo. No horto da ingenuidade, o devaneio de nossas asperezas não passava de pólen suspenso no espaço.”

 

A obra pode ser utilizada como ferramenta paradidática por abordar de forma leve assuntos complexos como bullying, dependência química, AIDS, tendências, relacionamento, primeiras experiências, sexualidade e cultura dos anos 80.

 

“De cima do muro, Alexandro e sua turma coabitavam com o perigo. No movimento automático das mãos, os cigarros ziguezagueavam antes de aterrissar em suas bocas feito um balão carregado de grosso plasma. O ar infecto devastava a mucosa de suas narinas e gargantas. E no molde das incoerências, uma colher de sopa era aquecida com um isqueiro. Em seu bojo, um conteúdo maléfico. A seringa transvoava de mão e mão. No cortejo das inflamações neurais, o dialeto incompreensível. Aqui e ali, o borbulho, o desenterro de ossos. No clarão de suas inocências, o ponto crítico de uma armadilha – a visão de tenebrosas gárgulas arquejadas sobre suas cabeças; um grito tenebroso de ajuda diante do angustioso espectro de suas infindáveis mediocridades.”

 

Outro aspecto marcante do livro é a conotação existencialista do texto que invoca a questão da individualidade do jovem frente às pressões impostas pela vida moderna.

 

“O outono de minha vida se aproximava. E naquele momento pude prever que sentiria falta do sol que me fustigava a pele adoecida. Seriam tempos difíceis que apontariam definitivamente os novos rumos de minha jornada através do tempo”. 

 

O texto escrito em primeira pessoa dá tom biográfico à obra e cria uma esfera de veracidade em torno da história. O aspecto de naturalidade do texto permite o leitor adolescente degustar a obra em poucas horas.

 

“Após a morte de Conrado, nossa cidade não viu mais a luz do dia. É possível que qualquer lixo espacial preso gravitacionalmente ao movimento rotatório de nosso planeta fizesse eterna sombra sobre nossas casas. Um halloween diário nos assombrou com inconsequentes travessuras. Abóboras gigantes passaram a reprimir os transeuntes com tochas e pequenos objetos cortantes. Tornamo-nos cativos de nossas residências. Os pés ardiam ao tocar a rua. Todos queriam a solenidade dos jantares em família, o colo das mães, o aconchego dos irmãos e o cheiro do cabelo de filhos e netos.”

 

No bojo do contexto cotidiano vivido pelo protagonista Binho, reside o mistério que culmina em um final inusitado que certamente surpreenderá o leitor.

 

LANÇAMENTO

 

A primeira edição da obra “O mistério das quatro estações” será lançada em agosto de 2016 e será comercializada no site do escritor, nas livrarias e também pelo site www.besourobox.com.br.

 

Encomendas escolares poderão ser feitas com a Arte em Voga através dos telefones: (51) 3072-2044 | (51) 99605831 | contato@arteemvoga.com.br. 

 

 

SERVIÇO:

 

Livro: O Mistério das Quatro Estações.

Autor: João Pedro Roriz

Editora: BesourBox

Ilustrações: Marco Cena

Ano: 2016.

Público: Juvenil 12 a 18 anos.

Estilo Literário: Ficção brasileira. Mistério Juvenil.

Gênero Literário: Novela.

 

BIOGRAFIA DO ESCRITOR

 

João Pedro Roriz nasceu em 1982 no estado do Rio de Janeiro. É escritor desde 2006, autor de 25 obras juvenis, peças de teatro e artigos para veículos jornalísticos de grande circulação. É jornalista, ator e empresário. Desenvolve projetos de arte-educação para escolas e prefeituras em todo o País. Pela BesouroBox publicou a obra “Céu de um verão proibido” (2014). Mais informações: www.joaopedrororiz.com (mais).

 

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